domingo, 6 de novembro de 2011

Brevidade sobre o tempo

Insônia. O único canal que funciona na Tv do quarto está sem programação. Só ouço o tic tac do relógio de parede da cozinha, que está em sintonia com as marteladas que estão batendo na minha cabeça. Parece que ele quer me lembrar o quão rápido ele anda. Parece que ele quer me lembrar do quanto dele já perdi tentando resolver problemas que não cabem a mim, tentando responder perguntas que talvez jamais alguém possa responder.
Quantos tics, tantos tacs, e o tempo não pára. Viajo pelos segundo e a cada um que ficou pra trás me sinto mais perto, daquilo que tanto temo.
Embora caminhos sejam diferentes, todos eles só levam a um lugar.
Apodreço em vida, temo a morte. Pára tempo, pause, eu disse pause! Não estou com pressa de chegar! Ele não parou!
Sinto mas tenho que sair daqui e tentar dormir, os tacs e tics estão piorando a situação.
E juro que não entendo a expressão "ganhar tempo"...Se alguém souber onde estão distribuindo, me avisa, porque também quero ganhar.
Tic tac.

Um comentário:

  1. Belíssimo texto. Quanto mais lutamos para fazer o tempo parar ou pelo menos agir em nosso favor, ele se afasta com rapidez e parece debochar de nossas tentativas. E o que nos sobra? As perguntas que, por falta de tempo, não foram respondidas, as frustrações e outras dessas coisas feitas para nos magoar. Esperemos, pois, que essa má sorte, um dia, tenha fim. Abraços.

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